Sobre Mais um para a sua estante

Este livro não teria uma introdução. Mas, depois de selecionar, revisar, editar e organizar os textos aqui reunidos, achei que seria necessário se não um prefácio, ao menos um breve preâmbulo.

Comecei a escrever “pra valer” em 2002, pouco depois de iniciar o curso de Letras Vernáculas na UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana). Antes, escrevia arremedos de poesias e letras de música, mas sem qualquer pretensão [mentira, eu queria ser um rock star].

Difícil saber qual foi o primeiro texto “pra valer” que escrevi — nem sempre registro a data do que escrevo —, mas só pode ter sido conto ou crônica. Tenho quase certeza de que foi crônica, na verdade. O que me leva a fazer uma confissão: tornei-me contista a contragosto, porque a verdade é que eu sempre quis ser cronista.

E eis o que é este pequeno livro: a minha chance — não a única, espero — de ser cronista, nem que seja por um livro. Afinal, como disse uma vez Fernando Sabino, parafraseando Mario de Andrade, “crônica é tudo aquilo que o autor chama de crônica”.

Os textos aqui reunidos são, portanto, crônicas que, se não deram certo — deixo o julgamento para você, leitor/leitora —, ao menos chegaram muito perto. Talvez por isso eu tenha me afeiçoado tanto a eles, a ponto de decidir reuni-los em brochura.

Escritos entre 2008 e 2017, a maior parte destes textos foi publicada na internet (em meu blog pessoal, na plataforma Medium e no HuffPost Brasil). As exceções são: “Em busca do sapato perdido”, “Os outros planetas que se cuidem”, “Dependência literária” e “O que fazer da literatura?”, que fazem aqui as suas “estreias”.

Minha torcida é para que eles caiam no agrado de bastante gente. Caso isso não aconteça, espero que pelo menos eles não aborreçam ninguém.